Comunicação

2 dicas de como se aproximar ainda mais do leitor

Como se relacionar com o consumidor e publicar o que ele quer e espera ler?


Como saber o que o leitor acha e espera do seu conteúdo? - Copyright 2014

Pesquisas, estatísticas e mensuração de resultados ajudam a identificar tendências e avaliar como os consumidores reagem aos conteúdos publicados por revistas e jornais. Mas e como estreitar o contato com o leitor e saber exatamente o que ele pensa?
Como ouvi-lo de maneira ativa e constante?
Como se relacionar com o consumidor e publicar o que ele quer e espera ler?

Duas formas tem se mostrado eficientes nesse processo de relacionamento com os leitores. Uma já é conhecida há algum tempo, principalmente por grandes jornais. A outra pode ser considerada novidade, e está sendo experimentada por alguns jornais nos Estados Unidos.  

1) CONSELHO DE LEITORES

A implantação do Conselho de Leitores é um dos instrumentos de autorregulamentação sugeridos pela Associação Nacional de Jornais (ANJ).

A ANJ define Conselho de Leitores como um grupo de leitores com mandato fixo, que se reúne regularmente com dirigentes da redação e outros profissionais do jornal para manifestar suas críticas e sugestões sobre o conteúdo editorial.

Como funciona: os integrantes são voluntários que leem regularmente o jornal, e a composição do conselho deve reproduzir a diversidade da comunidade em que o jornal circula e refletir seus interesses. O Conselho deve se reunir periodicamente para discutir a cobertura do jornal e sugerir pautas e temas.

Pontos positivos: um número específico de pessoas privilegia a organização, e fica mais fácil de tentar garantir que todos tenham espaço de fala e de opinião. As reuniões presenciais facilitam o diálogo, mas é preciso que os integrantes do Conselho assegurem sua disponibilidade para esse trabalho, e que sejam familiarizados com as rotinas jornalísticas para que desempenhem adequadamente seu papel. E mais: a redação deve se comprometer a avaliar as contribuições do Conselho, adotando-as sempre que as julgar pertinentes.

2) GRUPOS FECHADOS NO FACEBOOK

Com uma boa estratégia é possível estabelecer relações mais diretas com os leitores nas redes sociais. É o caso de jornais norte-americanos que recentemente passaram a obter resultados satisfatórios no contato com seus leitores a partir de grupos fechados destinados a seus assinantes no Facebook. Nesses ambientes os leitores expressam que tipo de informação preferem, trocam informações com jornalistas e demais assinantes, e acabam por colaborar nas pautas e reportagens.

Como funciona: Criar um grupo no Facebook não é difícil, mas antes disso é necessário estabelecer os papeis de gestão no grupo, ou seja, aqueles que ficarão responsáveis pela mediação dos contatos. Na rede social estes são nomeados como os administradores do grupo.

O grupo criado pelo The Boston Globe, por exemplo, é privado e tem no momento um pouco mais de 2 mil leitores, e por vezes registra mais atividade do que o próprio site do diário. O principal objetivo, segundo o jornal, é possibilitar a conexão entre os assinantes, jornalistas e editores do jornal.

Pontos positivos: a não obrigatoriedade de horário e de presença física pode facilitar o contato com os leitores. Assim, pode se tornar uma boa alternativa quanto a contribuições e avaliações dos leitores em relação ao conteúdo editorial dos jornais e revistas.

O grupo Boston Globe Subscribers é um fórum aberto, mas moderado. O desafio é manter o equilíbrio para que o grupo não vire um canal de SAC do jornal.

Matt Karolian, diretor de engajamento de audiência The Boston Globe, confirma que por meio desse sistema o jornal tem conseguido estabelecer maior confiança mútua com os assinantes, em um ambiente em que as conversas são caracterizadas por um nível de civilidade muito superior às áreas abertas da rede social, provavelmente porque no grupo as pessoas estão devidamente identificadas. Em contrapartida, esses leitores usufruem de um atendimento privilegiado por parte do diário.

No caso dos grupos, há uma desvantagem que, talvez, iniba outros jornais a recorrer a esse recurso. Ocorre que nesses ambientes o Facebook não fornece métrica e dados aos editores sobre o engajamento no grupo, dificultando uma análise precisa sobre os benefícios da ação.

A dica não é válida apenas neste formato. Estratégias em redes sociais exigem planejamento e objetivos que se adaptem ao perfil de cada canal de comunicação. O importante é conseguir avaliar e criar novas oportunidades de relacionamento com aqueles que consomem o conteúdo produzido e que com certeza sempre terão algo a dizer.

 

Leia mais em: http://www.anj.org.br/2016/12/29/jornais-dos-eua-experimentam-grupos-fechados-no-facebook-para-maior-contato-com-leitores/ 

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