Mídia

Entre números e contexto: os desafios dos publishers com uma nova geração de leitores


Factbook 2016/17

Embora todas as dificuldades com bloqueio de anúncios e os desafios em relação aos novos formatos de mídia, os editores tem, sim, motivos para comemorar. Na última semana a MPA (Associação de Revistas) mundial lançou o Factbook 2016/2017 (link para download http://www.magazine.org/insights-resources/magazine-media-factbook) e apresentamos alguns resultados:

  1. A audiência das revistas cresceu 6,2% em relação a 2015;
  2. Algumas categorias de revistas como "Moda Masculina" e "Negócios" despontaram com crescimentos de audiência na casa de 46% a 18% respectivamente;
  3. Facebook e Instagram são as redes sociais preferidas de quem segue e compartilha conteúdo de revistas;
  4. Com a indexação e redes sociais a audiência de revistas com conteúdo já publicado tende a crescer e seguir rendendo frutos - cenário bastante inverso ao meio jornal;
  5. Leitores mais jovens, de todas as etnias e gêneros, estão buscando revistas como fonte confiável de informação e aprofundamento de conteúdos - que na internet são consumidos de forma mais rápida.

Os bons resultados para o segmento de Revistas contrastam com o futuro assombroso apresentado pelo divertido Dado Schneider no Digital Day 2016 da ANER. Em sua palestra "Os novos consumidores - Quem são os Zs e como eles se comparam e se encaixam no mundo?",  o autor do livro "O mundo mudou?bem na minha vez" apresentou de forma cômica informações extraídas de seu próprio big data a respeito da geração Z e como eles consomem conteúdo.

O contraste entre a preocupação dos editores em gerar conteúdo de qualidade e a total despreocupação da nova geração em relação ao formato e as regras editoriais criou um cenário quase apocalíptico para quem não fala com essa geração.

Figura carimbada na campus party (campuseiro!), mestre e doutor em comunicação pela PUCRS, Dado também mostrou que nem tudo está perdido. Também éramos assim e também éramos vistos com olhares desconfiados em gerações passadas. O consumo do conteúdo não irá acabar, mas a forma como os publishers irão se comunicar e principalmente como as marcas irão se posicionar é que precisa ser repensada para conseguir um apego desta geração que não se apega - que não fica, que apenas pega.

 

 Aproveite e assista a "Palestra muda" de Dado Schneider na Campus Party.

 

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