Tecnologia

Votar para presidente via smartphone já pode ser uma realidade.

Através de blockchain é possível garantir que os resultados não serão fraudados.


No Brasil as eleições ocorrem a cada dois anos e são obrigatórias para todos os cidadãos do país que possuem entre 18 e 70 anos, mas em países onde o voto é facultativo há a preocupação de viabilizar o processo eleitoral e garantir que o resultado não seja alterado de nenhuma forma. Nas eleições dos Estados Unidos, por exemplo, o voto anda é feito em cédulas de papel, o que não corresponde com os avanços tecnológicos do país.

Por se tratar de uma necessidade de segurança e anonimato, a tecnologia blockchain é vista como uma alternativa para auxiliar na atualização das formas de eleições do mundo todo.

A ONG Democracy Earth criou o aplicativo Sovereign, que ajudou na votação do plebiscito pela paz na Colômbia, em 2016. O diferencial da utilização do aplicativo é a possibilidade de votação através do smartphone, que facilita o acesso à informação e diminui barreiras.

Em 2018, a Startup Agora utilizou um sistema próprio para armazenar e verificar cerca de 70% dos votos das eleições em Serra Leoa. Por se tratar de uma blockchain publica, a própria população pode fazer a auditoria do processo eleitoral, sem abrir mão do anonimato dos eleitores.

Mas e no Brasil?

Recentemente foi iniciada a implementação da identificação biométrica no processo eleitoral Brasileiro. A tecnologia está presente em diversos smartphones atualmente, contudo não há uma previsão de atualização no formato das eleições como um todo.
Em 2018, está sendo implementado um sistema que gera uma criptografia diferente para cada urna, tornando o sistema ainda mais seguro. Entretanto, as eleições em Serra Leoa apresentam a possibilidade de uma atualização que pode gerar uma economia com gastos de logística aos cofres públicos.

Considerando que, segundo o Pnad, 92,3% dos brasileiros utilizam smartphones para acessar a internet, a utilização dos mesmos para votação é uma alternativa viável, ao menos nas grandes metrópoles, onde há uso massivo do dispositivo pela população.

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