Tecnologia

Trabalho infantil pode ser evitado com tecnologia Blockchain

Blockchain é a nova saída para o combate ao trabalho infantil na produção de celulares


Ainda no ano de 2019, um projeto que utiliza da tecnologia de blockchain está previsto para ser lançado na África e servirá para garantir que o cobalto utilizado nas baterias de smartphones e carros elétricos não venha de minas que utilizam trabalho infantil.

Não há detalhes de quem está por trás do projeto ou o passo a passo de como exatamente o responsável utilizará a tecnologia para atingir esse objetivo. Atualmente, o blockchain é mais associado às transações feitas com criptomoedas, nas quais ele aumenta a segurança e dificulta a identificação da origem do dinheiro. Mas nesse novo projeto acredita-se que possamos utilizar a tecnologia de forma reversa, onde estaríamos aptos a rastrear de onde a matéria prima utilizada para a confecção das baterias viriam, atestando assim sua autenticidade.

Uma ideia semelhante foi apresentada durante a conferência do Instituto de Desenvolvimento do Cobalto em 2017. A proposta consiste em criar um código de barras para o cobalto minerado artesanalmente na República Democrática do Congo, que será capturado digitalmente e registrado no blockchain.

É uma tecnologia semelhante à utilizada pela indústria de extração de diamantes. Ela permite que a origem das pedras seja rastreada para que as empresas compradoras tenham garantias de que o serviço foi feito sem a utilização de trabalho escravo.

O projeto pode ser benéfico para empresas de tecnologia, visto que o cobalto é um componente essencial na produção de baterias. O preço do mineral subiu nos últimos anos devido ao aumento na produção internacional de carros elétricos, principalmente na China.

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